A recente proposta do governo dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros acendeu um alerta entre empresários e trabalhadores do Rio Grande do Sul, especialmente em regiões com forte vocação exportadora. A medida, anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump, pode afetar diretamente a economia gaúcha, colocando empregos em risco em setores como móveis, calçados, couro e tabaco.
A recente proposta do governo dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros acendeu um alerta entre empresários e trabalhadores do Rio Grande do Sul, especialmente em regiões com forte vocação exportadora. A medida, anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump, pode afetar diretamente a economia gaúcha, colocando empregos em risco em setores como móveis, calçados, couro e tabaco.
30/07/2025
De acordo com um estudo do Instituto Fecomércio de Pesquisa (IFEP-RS), o impacto será mais intenso em municípios onde as exportações para os EUA representam uma parcela significativa da atividade econômica.
• Santa Cruz do Sul (7,28% do PIB dependente de exportações, principalmente tabaco)
• Montenegro (6,56%)
• Novo Hamburgo-São Leopoldo (4,97%)
• Bento Gonçalves (4,39%, com destaque para o setor moveleiro)
Em Bento Gonçalves, por exemplo, os EUA absorveram 17% das exportações do polo moveleiro só em 2024, movimentando mais de R$ 25 milhões. Algumas empresas chegam a enviar mais de 40% da produção para o mercado americano. Se a tarifa for implementada, essas vendas podem se tornar inviáveis, ameaçando centenas de empregos em PMEs que não têm condições de se adaptar rapidamente.
Uma queda nas exportações pode desencadear um efeito dominó no emprego:
Menos exportações → Menos faturamento
Redução na produção → Cortes de vagas e congelamento de contratações
Empresários do setor moveleiro manifestaram preocupação caso a medida entre em vigor. A busca por novos mercados é uma alternativa, mas exige tempo e investimento, algo que nem todas as empresas conseguem fazer no curto prazo.
Diante da ameaça, a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel) pressiona o governo brasileiro por:
- Negociar com os EUA um adiamento de 90 dias da tarifa
- Rever a medida para evitar impactos bruscos
- Criar políticas de apoio à diversificação de mercados
Muitas vezes, as discussões sobre exportações parecem distantes da realidade de quem está procurando trabalho. No entanto, a saúde das exportações influencia diretamente o mercado de trabalho regional. Quando as indústrias vendem menos para o exterior, reduzem investimentos, cortam vagas e, em casos extremos, fecham as portas.
Por isso, é fundamental que trabalhadores, sindicatos, empresários e gestores públicos acompanhem de perto esse tema. Ações como incentivos à diversificação de mercados, políticas de apoio às empresas e diálogo internacional são essenciais para proteger empregos e manter a economia gaúcha forte.
O tarifaço dos EUA é uma ameaça real para a empregabilidade no RS, especialmente em cidades com forte dependência exportadora. A situação exige atenção e ação conjunta para evitar demissões e garantir a estabilidade econômica do estado.