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TENDÊNCIAS DE RH PARA 2016

30/11/-0001

O ano de 2015, a despeito da crise brasileira ou de aspectos políticos e econômicos, trouxe grandes mudanças ao meio empresarial, em termos de inovação, tecnologia e novas tendências. E na área de recursos humanos, o que podemos esperar para o ano de 2016?

As mudanças devem ser muitas e algumas tendências parecem que vieram para ficar – mas elas são muitas. Resolvemos então repassar as principais delas e o que esperar em cada um dos segmentos relacionados ao RH e gestão de pessoas.

As áreas de melhoria serão muitas e grande parte dessas mudanças já está em curso. As dificuldades econômicas enfrentadas hoje no país, ao contrário do que muitos pensam, devem na verdade intensificar a força dessas novas tendências, uma vez que grande parte delas têm o poder de gerar economia de custos e ganho de tempo em um momento no qual tempo e dinheiro são fundamentais para qualquer organização. O RH de 2016 será, certamente, mais estratégico e inteligente do que temos vistos nos anos que passaram, e também mais inovador.

Local de trabalho

O Brasil sempre foi um país relativamente resistente a mudanças em relação ao local de trabalho ou à forma como as pessoas trabalham em si. Alguns dizem que a legislação retrógrada na área trabalhista é a grande responsável, mas o fato é que muitos empresários brasileiros são bastante conservadores – e até mesmo os colaboradores e profissionais.

Ainda assim, podemos esperar grandes influências relacionadas ao local de trabalho e escritórios para 2016, com base naquilo que já começa a se consolidar lá fora:

  • A flexibilidade em relação ao local de trabalho – remoto, móvel, eventual, etc – parece ser um dos principais tópicos de discussão. No exterior, a negociação hoje se dá muitas vezes de funcionário para funcionário. Alguns preferem um regime que inclua o trabalho em home office, outros querem trabalhar de qualquer lugar, outros ainda sugerem regimes nos quais o comparecimento ao escritório é eventual ou facultativo, mas uma coisa é certa: essa será uma área cada vez mais flexível, com olhos na qualidade de vida.
  • O design e o layout de escritórios será levado cada vez mais a sério, bem como sua influência na produtividade. Ambientes mais colaborativos e informais se multiplicam e a antiga “cara de escritório” parece estar com seus dias contados.
  • A automatização e modernização do ambiente de trabalho também é um tópico crucial para este ano. Com os próprios funcionários utilizando cada vez mais acessórios, aparelhos e tecnologias, empresas começam a enxergar possíveis ganhos de produtividade por meio de maiores investimentos em locais de trabalho mais modernos e conectados.
  • Menos é mais. Escritórios se tornam, no mundo inteiro, mais minimalistas e ao mesmo tempo mais funcionais. Com o crescimento do BYOD (Bring Your Own Device1), as empresas se utilizam cada vez mais de aparelhos e de hardware já usado por colaboradores, como smartphones e laptops, para melhorar e motivação ao mesmo tempo em que economizam com gastos em infraestrutura.

O “padrão Google” ainda está certamente distante para a maioria de nós, porém é razoável esperar que muitos escritórios e locais de trabalho que ainda exibem móveis coloniais e aquele cheirinho de umidade se tornem mais limpos, “clean” e funcionais este ano.

Gestão de talentos

A gestão e retenção de talentos também começa a criar novos níveis e padrões. O próprio conceito de talento se modificou nos últimos anos e para 2016 podemos esperar por programas de recrutamento e atração de talentos mais customizados e inteligentes, incluindo o uso de tecnologias na nuvem, big data, mapeamento de perfil comportamental e outras ferramentas que tornam a penosa tarefa de encontrar talentos que caibam como uma luva em sua empresa algo mais simples, contínuo e prático.

O mapeamento de perfil comportamental é algo que tem trazido mais “ciência” para o segmento de RH. Ao invés de perfis perniciosamente detalhados, como agiam os programas de talentos no passado, empresas buscam hoje por perfis mais gerais, usando competências técnicas e formais como ferramentas de triagem e, em fases mais avançadas de seleção, concentrando mais esforços em traços comportamentais que possuam correlação comprovada com o sucesso, como agilidade, resiliência, inteligência e liderança.

A chegada de sistemas mais elaborados e ao mesmo tempo leves para gestão e análise de dados também premiou a gestão de talentos com excelentes ferramentas. Além de sistemas de mapeamento de perfil comportamental, como é o caso do Profiler, sistemas para gerenciamento rápido de bancos de dados e informações na nuvem se tornam uma constante para o setor, e devem dominar o cotidiano daqueles que têm como missão encontrar e reter talentos.

A gamificação é outra tendência importante em programas de recrutamento e seleção e também na busca de novos talentos. Exercícios, dinâmicas e rotinas mais “gamificadas” devem substituir cada vez mais formulários, fichas e atividades absurdamente maçantes que hoje ainda existem na área de pessoal.

Métricas e indicadores

Não são apenas os profissionais de internet e marketing que se tornaram fãs incondicionais das métricas e indicadores – também o RH é uma área que cada vez mais se utiliza de indicadores e informações cruzadas, além da inteligência em análise de dados, seja para tomar decisões ou apenas para monitorar e avaliar o desempenho de equipes e indivíduos.

Várias métricas já fazem parte do dia a dia dos recursos humanos, como índices de absenteísmo e cálculos de horas, custos e produtividade. Contudo, novas formas de observar o quadro de funcionários devem pautar 2016, entre elas:

  • Aumentos de performance a partir de boas contratações.
  • Custo de oportunidade pela perda de talentos.
  • Perdas criadas a partir de más contratações.
  • Retorno sobre o investimento (ROI) para o processo de recrutamento como um todo.
  • Custo de horas excessivas pagas a gerentes e diretores.

Assim como ocorre hoje no marketing online, as métricas deverão se tornar mais complexas e variadas, permitindo que executivos tomem decisões sobre contratações e demissões mais rápidas e com menor margem de erro.

Engajamento

Novos níveis de engajamento também devem se tornar um mandamento para o RH. Antigos programas motivacionais cederão lugar a campanhas e treinamentos mais elaborados, com o poder de transformar colaboradores não apenas em funcionários motivados, mas em verdadeiros defensores da marca e da organização.

Com o avanço e consolidação das redes sociais, comentários e opiniões de funcionários são cada vez mais um ponto fundamental para o marketing e para o sucesso da empresa. Companhias boas para trabalhar e com produtos de qualidade, que tenham o respeito e a paixão de seus colaboradores. As estratégias de engajamento de RH e o planejamento de branding da empresa deverão dialogar entre si e, às vezes, seguir caminhos paralelos.

Colaboradores, a partir deste ano, devem deixar de ser partes passivas dentro da cultura organizacional, sendo seus próprios representantes junto ao público interno e externo, interferindo com essa cultura e até mesmo modificando-a em alguns casos.

Treinamento e capacitação

Empresas menores subestimam os custos decorrentes de programas e rotinas de treinamento e capacitação do quadro de funcionários, mas o fato é que boa parte dos gastos sob a rubrica de RH hoje são destinados para esse fim.

Novas tecnologias, mais eficazes e baratas, permitem hoje a construção de cursos e aulas online em plataformas de e-learning, com recursos audiovisuais completos e sistemas de avaliação automatizados. Algumas dessas plataformas são, inclusive, open source e gratuitas. Empresas devem migrar ainda mais suas rotinas de treinamento para o meio online, disponibilizando para seus colaboradores instrução 24 horas por dia, onde quer que eles estejam.

Com boa parte dos treinamentos sendo realizados online e sem qualquer tipo de movimentação física, custos devem cair e horas perdidas em treinamento serão reduzidas, com alguns colaboradores usando seu próprio tempo livre para buscar capacitação.

Outra tendência na área de capacitação é quase o caminho inverso da “onda” da pós-graduação e do MBA. As pessoas e também as empresas têm mais pressa e querem conhecimento cada vez mais focado e específico. Cursos e treinamentos cada vez mais rápidos e objetivos, concentrados apenas naquilo que as organizações realmente requerem de seus colaboradores devem se tornar ainda mais comuns este ano, como cursos de programação e desenvolvimento web, liderança e gestão e design web e de plataformas.

A rápida evolução em algumas áreas também está tornando as rotinas de treinamento algo contínuo e ininterrupto – isso deve ficar mais claro em 2016. A necessidade de reciclagem e as constantes novidades e mudanças em áreas ligadas à tecnologia ou à cultura exigem cada vez mais que o profissional esteja em constante aprimoramento e atualização, e programas de treinamento eventuais ou tópicos perderão completamente o sentido.

Diversidade em RH

Hoje em dia, a maioria dos profissionais em setores de RH possuem formação muito similar na verdade. Já há alguns anos, departamentos de recursos humanos têm buscado profissionais com perfis e formações mais variadas. Ao invés de apenas psicólogos, especialistas em RH e pedagogos, esses departamentos passaram a contratar engenheiros, advogados, comunicólogos e outros profissionais que tragam visões diferentes e possam também operar com maior proximidade os grupos de funcionários dentro de uma empresa.

As tarefas e sua multiplicação e diversificação também fizeram do RH uma área possível de atuação para uma infinidade de carreiras, o que deve se tornar ainda mais nítido em 2016, com mais profissionais de formação diferenciada ingressando na área e uma maior diversificação de perfis atuando com a gestão de pessoas.

Qualidade de vida

No Brasil, devemos ver uma área extremamente fechada e burocrática, que é a medicina e segurança no trabalho, atuar de forma cada vez mais próxima com o RH. A qualidade de vida virou diferencial no segmento corporativo e, além de segurança e benefícios, os novos talentos querem um estilo de vida mais saudável e feliz.

Estratégias de melhoria na qualidade de vida e ligadas ao bem-estar do funcionário deverão criar esforços conjuntos de profissionais e departamentos de segurança e saúde no trabalho e recursos humanos, com programas que ao mesmo tempo atendam aos dispositivos legais dessa área, mas que também tragam avanços ao setor de gestão de pessoal.

A mudança trará benefícios para ambas as áreas. Para a segurança no trabalho, a união será uma forma de implementar regras e normas da área com maior eficácia e rapidez. Para o RH, atributos de qualidade poderão ser “vendidos” a novos talentos como um diferencial da empresa, e também monitorados em função de sua influência na produtividade.

Desenvolvimento humano

Práticas de coaching e mentoring crescerão ainda mais, passando a atingir empresas de menor porte e, dentro de corporações maiores, níveis funcionais mais baixos dentro da cadeia hierárquica. O coaching de carreiras deverá chegar a trabalhadores de linha de produção, estagiários e funcionários de apoio, assim como mentores deverão ser criados e formados para atender a esse público.

Treinamentos e apoio desse tipo, na área de aconselhamento, são rotinas que devem se tornar mais constantes e ininterruptas, e não mais deflagradas por necessidades ou situações de risco.

Desburocratização

A despeito da grande carga de documentação ainda legalmente exigida em termos de RH, a gestão interna do segmento deve se tornar ainda mais desburocratização, com o avanço do uso de softwares e sistemas, programas de avaliação de desempenho e performance mais diretos e inovadores, formulários mais curtos e mais objetivos e troca de informações online.

Relatórios e demonstrações para lideranças e chefias também se tornarão mais objetivos e serão compartilhados de modo online, sem milhares de ofícios e memorando circulando a todo momento. Mesmo em áreas que exigem o preechimento de formulários e documentos extensos, geralmente ligados às obrigações legais e trabalhistas do segmento, parte das tarefas será realizada com o uso de softwares e ferramentas de automatização, facilitando rotinas e agilizando o acesso a dados.

 

Fonte: http://www.solides.com.br/

 

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