A ASTERH presta assessoria técnica em Recursos Humanos desde 1985, com atuação em Bento Gonçalves e região, buscando a recolocação de profissionais no mercado de trabalho.

Área Restrita

Notícias

  1. Facebook
  2. Twitter

EM SINTONIA COM O INTRAEMPREENDEDORISMO

01/01/2015

Fazer além do que a empresa espera, antecipar-se na identificação ou solução de deficiências e problemas, empenhar-se, inovar e superar as expectativas. Essas são algumas características de profissionais intraempreendedores, que vão além da proatividade. Em número crescente, eles conquistam o mercado e os empregadores, promovendo o desenvolvimento da empresa e o fortalecimento da carreira profissional. E essa iniciativa não engloba somente a vontade de mudar do funcionário, mas também depende do ambiente favorável ao seu desempenho.

Segundo o diretor de Marketing da associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RS), Luiz Eduardo Rosa, em qualquer mercado há profissionais com capacidade de empreender e outros que preferem fazer o “feijão com arroz.” Porém, existem instrumentos de identificação de perfis empreendedores que são aplicados aos candidatos para determinarem características de competência. “Através de um questionário com cerca de 30 perguntas e entrevistas com psicólogos, chega-se a um laudo que irá especificar se a pessoa é um empreendedor ou um profissional de dados e fatos”, explica.

De acordo com o especialista, essas ferramentas de análise irão apontar como a pessoa é internamente, como age normalmente no trabalho e como atua sob pressão. “Esses três pontos básicos identificam se o profissional é um comunicador, que terá capacidade para atividades criativas, com desempenho maior nos setores de vendas e de relacionamento com o cliente, ou se é uma pessoa mais introspectiva, que se encaixa mais na área técnica”, complementa.

Conforme Rosa, esse tipo de avaliação ainda não é muito utilizado no “chão de fábrica”. Geralmente, é aplicado para definir escolhas em âmbito gerencial, de supervisão ou estratégia. Mas algumas médias empresas já entendem a necessidade de identificar o profissional empreendedor. “O desafio e a competitividade estão aí, e se as empresas não se armarem irão entrar no grupo das que sucumbem em dois anos de atuação”, alerta o especialista. “Está na hora de colocar a pessoa certa no lugar certo”, reforça.

A empresa deve traçar o perfil de competências do profissional e, diante de suas iniciativas, manifestar também o reconhecimento do seu trabalho. Para ele, falta estruturação de pequenas e médias empresas no sentido de apresentar para o trabalhador a sua área de atuação. Assim, a pessoa não sabe se pode ir além ou se será repreendida por determinada atitude. “Como a empresa vai cobrar a iniciativa de alguém se ela não dá condições a essa pessoa”? questiona.

EXEMPLO QUE CONTAGIA

Viviane dos Santos Betamin, vendedora das Lojas taQi, conta que uma das suas estratégias para “ser melhor” é estabelecer sua própria meta de vendas, superior à definida pela empresa. “Quero extrapolar os números e fazer a diferença”, enfatiza, citando que, já na metade do mês, havia atingido a meta mensal da empresa. Além dos cursos e informações aos quais têm acesso pela loja, ela vai adiante para obter o conhecimento sobre o produto – Viviane trabalha com eletrônicos e móveis. “Busco mais dados na internet e ligo para os promotores das marcas para ter todas as informações de que posso precisar na hora de atender o cliente. A diversidade de produtos e tecnologia é muito extensa. Tenho que estar sempre atualizada”, explica.

Para ela, o bom atendimento deve ser também a resolução de qualquer problema ou dúvida do consumidor. Viviane está á cinco anos na empresa e quer crescer dentro da companhia. A vendedora destaca que a ajuda que recebe da gerência e a política da empresa no sentido de proporcionar condições técnicas de trabalho são determinantes para a sua atuação profissional. Sua forma de trabalhar já contagiou os colegas. “Ela criou uma competitividade no grupo, que também se emprenha por melhores resultados”, especifica o gerente Jairo Reis.

E é essa “vontade de fazer as coisas” que o diretor de Marketing da ABRH-RS acredita que deve ser valorizada. De acordo com ele, os profissionais da nova geração, com idade entre 25 a 35 anos, já demonstram autonomia na forma de trabalhar. Eles criam situações específicas em que apresentam capacidade de decisão e escolha no sentido de inovar e contribuir com a empresa. “Essas pessoas têm características diferenciadas, carregam em novo valor, do bem, e acabam criando situações autônomas”, frisa.

Conforme o especialista, a categoria de jovens empreendedores não abre mão de um trabalho afinado com suas perspectivas. “Se eles não estiverem de acordo com o formato da função que exercem, vão para outro emprego, sem hesitar”, reitera. Luiz Eduardo Rosa ainda comenta que, há cerca de dez anos, os “capitães das empresas” identificam como problema dentro das atividades das equipes terem que reter as pessoas que tomavam iniciativas. Hoje, os profissionais vão adiante, ousam e conquistam o sucesso de projetos e de ideais inovadoras.

 

Fonte: Revista Bens &Serviços, texto de Rosangela Groff, janeiro de 2012.

Notícias

  1. 20/08/2018 VOCÊ CANDIDATO! SEUS DADOS JÁ ESTÃO ATUALIZADOS NO ESOCIAL?
  2. 05/10/2017 PROFISSÕES QUE DEVEM SUMIR DO MAPA ATÉ 2025,
    E OUTRAS QUE ESTARÃO EM ALTA
  3. 04/05/2016 TER UM EMPREGO OU TER UMA CARREIRA?
    A DIFERENÇA ESTÁ NO PROPÓSITO!
  4. 02/12/2015 COMO ADEQUAR EMPRESAS E ESCRITÓRIOS À GERAÇÃO Z
  5. 26/11/2015 7 ORIENTAÇÕES PARA UM REPOSICIONAMENTO ADEQUADO

Veja o histórico completo